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A alegoria da Formiguinha

#CrônicadeSexta

 

Era uma formiga entre todas as outras milhares e milhares de formigas. Nada de diferente acontecia em seus dias que consistiam em sair para procurar alimento, avisar às demais formigas e voltar a procurar alimento. Sempre e sempre, todos os dias.

    Mas veio o primeiro inverno de sua vida e o primeiro floco de neve começou a cair, cair e pousou bem em seu pé, que ficou preso. Tentou de várias formas se soltar, mas não tinha forças. Então, olhou para o sol e pediu: “Por favor, derreta a neve e salve-me!”, mas o sol não gostava de trabalhar no inverno, então inventou uma desculpa qualquer: “Peça ao muro, que me tapa”. Ainda esperançosa, ela disse ao muro: “Ó, poderoso muro que tapa o sol, salve-me!”, e o muro, obviamente, não respondeu, pois não há nenhuma história sobre muros falantes! Então, a formiguinha viu um rato saindo do muro e pensou que ele poderia ajudá-la, mas o rato também não ouviu. E assim foi se repetindo a história, gato, cão, homem todos passaram e não se apiedaram da formiguinha.

    Já quase sem forças, com muito frio, a formiguinha fez um último pedido: “por favor, que na próxima vida eu seja um animal por quem os outros se importem… quem sabe um panda… todo mundo adora pandas”.

 

Marcelo

 

 

 

 

 

Espero que tenham gostado!! E até mais!!

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Por: Lóren Santos | 18/03/2016 | Cultura

A Descoberta

#CrônicadeSexta

 

“Estou grávida!”

Eu não sei dizer qual foi a minha expressão, se me mostrei alegre demais, ou não o suficiente. É uma sensação muito difícil de explicar, mas vou tentar.

Todo mundo sempre sonhou em ter os poderes do Super-Homem, voar, levantar um avião, derreter um carro com os olhos! Imagine, então, que você acorda em um dia, sem saber que ganhou superpoderes e se assusta com deformação que o simples apertar da sua mão causou na porta da geladeira. A primeira reação, claro, é de espanto, incredulidade! “Não é possível que eu realmente tenha conseguido isso!” Então, o sonho se torna um fato, e você passa a voar pelos céus, carregando um avião enquanto come um cachorro quente! Euforia! Toda a sua vida foi conduzida para aquele momento, aquele dia! Você vê um bandido assaltando uma velhinha e POW! SOC! O malandro nem mesmo sabe o que o atingiu com tanta força! Então vem outro grito de socorro, e outro e mais outro… e é aí que vem a angústia. Você percebe que não será capaz de evitar todos os assaltos, salvar todas as velhinhas, evitar que as pessoas continuem morrendo em acidentes nas estradas. Você descobre que, apesar de ser super, você ainda é homem. Mas a angústia só dura até você voar novamente, parar uma bala no peito, tirar um gato preso em uma árvore. Você sabe que a angústia irá voltar, que ainda irá sofrer, mas isso é um pequeno ônus de, finalmente, ter SUPERPODERES!

Tudo isso, todo esse pensamento aconteceu naquele milionésimo de segundo entre ela dar a notícia e eu responder com um sorriso de alegria.

 

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Marcelo

 

 

 

 

 

 

Essa foi a crônica mais linda que marido escreveu <3 <3 Espero que tenham gostado tanto quanto eu.

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Por: Lóren Santos | 26/02/2016 | Cultura,Maternidade

50%

#CrônicadeSexta

 

Desde o início da noite ela estava sentada em frente ao computador, tentando terminar o texto que havia começado há meses atrás. Em sua mente, via o livro se completando, mas as palavras não se transferiam para tela. Olhou para a mesa de trabalho, vários documentos se acumulavam, também esperando uma conclusão. Estava cansada, àquela hora da noite, não conseguiria mais produzir qualquer coisa.

    Levantou-se e deixou o copo com o resto de café frio sobre a mesa. Saiu do escritório e caminhou pela casa em direção ao quarto. Na sala, caixas aguardavam sua atenção para organização dos objetos e uma bicicleta com pneus murchos revelava a intenção não cumprida de uma vida saudável ao ar livre. Abriu a porta do armário para trocar de roupa. Separou o pijama em meio a várias peças nunca usadas que ela havia prometido separar para doação, mas nunca teve tempo. O cansaço era grande e adormeceu logo que se deitou na cama.

    Pela manhã, o celular a despertou com a música que já deixou de ser a sua favorita, pegou-o para desligar e viu que ele marcava somente as horas… a parte que marcava os minutos não estava lá, ela segurava apenas metade do celular. Olhou em volta, tudo estava ao meio! Estava deitada sobre metade de uma cama, vendo metade da TV que ficou ligada durante a noite. Sobre metade do criado mudo, metade de um copo ainda retinha água em seu interior. Correu para o banheiro e olhou para a metade restante do espelho… com apenas um olho, via metade de si mesma! Viu-se como cortada ao meio, órgãos internos todos visíveis… um coração bombeava sangue para apenas um dos pulmões! Desesperada, sentiu desejo urgente por uma xícara de café e correu para a cozinha… parou de repente, quase caindo do abismo de seu meio apartamento. Nada daquilo fazia sentido… como tudo funcionava estando partido? Como viver uma vida pela metade?

Conformada, sentou-se em frente ao computador, com apenas uma das mãos, retomou o trabalho do dia anterior… tomou o resto do café frio do dia anterior e recolocou a xícara inteira sobre a mesa. A cada palavra que escrevia, sentia-se mais completa até que, finalmente, abriu os olhos…

Crônica quase autobiográfica, inspirada por (e não em) “O Visconde Partido ao Meio”, de Ítalo Calvino.

Marcelo

Espero muito que tenham gostado e até mais!

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Por: Lóren Santos | 19/09/2015 | Cultura,Diversão

Descubra o perfil da pessoa com quem você vai se casar

#CrônicadeSexta

 

Enquanto tirava o carro do estacionamento, olhou mais uma vez para a mensagem que ela havia enviado: “A gente precisa conversar”. Não havia dúvida, eram realmente aquelas quatro palavras enigmáticas que nunca traziam boas notícias. No caminho para a casa dos pais dela, ele ficou tentando entender o que teria acontecido. Iriam se casar dentro de poucos dias, após quatro anos de relacionamento estável, algumas brigas, mas tinha certeza de que seriam felizes. A sogra disse-lhe que ela estava no quarto:

– Não podemos nos casar… – foram as primeiras palavras dela.

– Amor, você só está nervosa… o que foi que aconteceu?

– Não é nervosismo, é fato! Fiz um teste!

– Como assim? Você está grávida? Ninguém percebeu ainda, podemos dizer que é prematuro…

– Não, não! Fiz um teste de “Qual o perfil da pessoa com quem você vai se casar?”. O resultado não foi você.

– Mas isso é só uma brincadeira! Eles devem mostrar aquela pessoa com quem você mais conversa, ou que mais curte suas publicações.

– Então… como eu posso me casar com alguém que não conversa comigo? Que não curte as coisas que gosto?

– Mas é só na internet, meu amor…

– Você não é duas pessoas! Eu não posso me casar com você fisicamente e com outra pessoa na internet…

Já ficando irritado, ele perguntou:

– Mas, afinal, quem é essa pessoa com quem você vai se casar?

– A Gabi.

– Mas… eu pensei que você não fosse…

– Pois é… eu também pensei. Mas agora, pensando bem…

– Mas a Gabi não está namorando com o Pedro? Eles vão ser nossos padrinhos!

– Estava, não estão mais. Liguei para ela, e ela também fez o teste… vamos sair hoje para começarmos a nos conhecer melhor.

Ele tentou argumentar mais um pouco, mas ela não mudou de opinião. Voltou para a sua casa e entrou na internet para tentar entender melhor o que teria feito de errado. Logo apareceu a sugestão do teste: “Descubra o perfil da pessoa com quem você vai se casar?”. Quanta besteira… e clicou. O resultado foi rápido e, decidido, ele pegou o telefone.

– Alô, Pedro…

 

Marcelo

Eu adorei essa crônica e espero que vocês tenham gostado também! Até mais!!

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Por: Lóren Santos | 11/09/2015 | Cultura,Diversão

Nomeutempismo

#CrônicadeSexta

Duas coisas impedem que você esconda sua idade: as rugas e, especialmente, você falar “no meu tempo…”

 

A idade de uma pessoa pode ser medida pelo número de vezes que ela inicia uma frase com a expressão “No meu tempo…”. Antes de completarmos 14 anos, nem mesmo entendemos a ideia de que exista um tempo que não seja “nosso”! Antes de existirmos não havia tempo, só história (e, para mim, a historia era sépia!). Aos 15 usamos nosso primeiro “no meu tempo…”, para criticar a forma como as “crianças de hoje” brincam. Depois vamos usando cada vez mais, até que “No meu tempo” torna-se um prólogo de qualquer argumentação.

    Certa vez, em uma roda de conversa com amigos mais jovens, surgiu o assunto violência. “No meu tempo, não era assim!”, eu comecei, com o dedo levantado, impondo a autoridade que a expressão evocava. “Quando eu tinha uns dezoito anos, eram umas onze da noite quando fui guardar o carro na garagem do apartamento. Eu ainda estava com a roupa que havia chegado em casa, e desci levando apenas as chaves. Assim que entrei no carro, percebi a aproximação de uma figura pelo retrovisor. Mostrando o cano de uma arma, o sujeito meio que sussurra:

– É assalto, é assalto!

– O que você quer? – perguntei surpreso com minha própria calma.

– Carteira!

– Não tá aqui…

– Celular!

– Também não…

– O que tem no porta luvas?!

– Um imagem de São Cristóvão…

Sem se irritar, ele ainda tenta.

– E no porta malas?

Vou até a parte de trás do carro, abro o porta malas, apenas papeis e uma panela. Percebendo a impossibilidade de conseguir um bom lucro do assalto, o indivíduo olha para os meus pés e diz:

– Passa esses tênis!

Descalço os tênis, ele pega os dois e corre na direção de onde veio. Quando voltei ao apartamento, pergunto ao meu primo, que observava tudo da janela:

– Fui assaltado! Você não viu?

– Aquele cara te assaltou? Pensei que vocês eram amigos!”

Sem entender bem a moral da história, um dos meus jovens amigos questiona: “Mas você foi assaltado à mão armada!”. Eu, então, finalizo a argumentação com outro bordão indicador de idade: “imagina se fosse hoje…”

Marcelo

 

Espero que tenham gostado e até o próximo post!

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Por: Lóren Santos | 04/09/2015 | Cultura

A mesma

#CrônicadeSexta

Acordou pela manhã e logo notou um parafuso caído ao lado da cama. Perguntou para o marido – “deve ser do relógio”. Olhou com cuidado para o objeto, era bem feito, parecia ser de alguma coisa de valor, guardou-o na gaveta e foi tomar um banho.

Encarou o próprio rosto no espelho. Aquele velho conhecido de tanto tempo. “O tempo passa, mas você continua a mesma”, era o que os amigos sempre lhe diziam. A frase da qual tanto se orgulhava pareceu assumir um sentido diferente naquele instante… “a mesma”.

Preferiu apenas amarrar o cabelo, lavou o rosto e foi tomar o café da manhã. Pão integral com uma fatia de queijo branco e um suco de laranja. Quando foi que havia parado de tomar leite com achocolatado? Provavelmente logo depois da adolescência.

Ligou o carro e foi dirigindo pelo mesmo caminho. “O carro quase vai sozinho”, ela dizia brincando, mas não deixava de ser uma verdade. Quantas vezes, assim que estacionava o carro, nem mesmo sabia como havia chegado lá? Olhou para o edifício que frequentava há tantos anos. Desde quando havia perdido a paixão por seu trabalho? Tudo parecia ser feito de maneira tão automática que, ao final do dia, quando a perguntavam, meio sem lembrar exatamente o que tinha feito, ela respondia: “o mesmo”.

“O tempo passa, mas você continua a mesma”… e o tempo não deixa de passar, nunca! Então, ela tomou a decisão de mudar drasticamente sua vida, deixaria o emprego, mudaria para o interior para abrir aquela empresa própria que sempre desejou! Não conseguiu esperar, inventou uma desculpa qualquer sobre o falecimento de um parente distante e correu para casa. Com empolgação contou tudo ao marido. Ele a olhou com uma expressão preocupada, abriu a gaveta do criado e pegou o parafuso.

 – Quando você saiu, liguei para aquele rapaz que conserta de tudo. Ele disse que esse parafuso caiu da sua cabeça… mas não precisa se preocupar, amanhã mesmo ele vem para colocar o parafuso no lugar, e você vai voltar a ser a mesma.

 

Marcelo

 

 

Espero que tenham gostado e até o próximo post!

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Por: Lóren Santos | 28/08/2015 | Cultura

Vivendo de Janela

#CrônicadeSexta

Dizem que, certa vez, Bezerra da Silva encontrou um homem em sua cama, junto com sua mulher, vestindo um pijama que ele nunca tinha usado. Sem ficar exaltado, ele acendeu o cigarro e disse que os dois poderiam ir embora, mas que deixassem o pijama. O fato, que já daria uma boa narrativa, foi uma das muitas desilusões amorosas que inspiraram o compositor a criar um samba que começa assim

A minha vizinha vive de janela

Tomando conta da vida dos outros

Que morena linda abraçada com velho

Que velha mais feia agarrada com broto

Que cara tão magro com moça tão gorda

Que gordo mais feio com moça tão bela

A janela, que já foi a profissão de muita gente, hoje está afastada do mundo exterior por grades e muros altos. Assim como os datilógrafos, vendedores de enciclopédia e telefonistas, as faladeiras precisaram se atualizar para manter o ofício. Nos dias atuais, consigo imaginar Bezerra sentado, cavaquinho na mão, vestindo o famoso pijama e compondo

A minha vizinha vive de internet

Tomando conta da vida dos outros

Que roupa mais curta dessa piriguete

Que saia mais longa parece que é santa

Que pessoa simples só pode ser pobre

Que menina chique virou uma esnobe

Vou ficando por aqui, para não arriscar falar demais, afinal… “a minha boca é um túmbalo!”

 

Marcelo

 

Espero que tenham gostado e até a próxima #crônicadesexta

 



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Por: Lóren Santos | 21/08/2015 | Cultura

A Cueca

#CrônicadeSexta

 

“Cirurgiões chineses fazem crescer ‘nariz’ artificial na testa de paciente”

A notícia deu-lhe uma nova esperança.

Há anos ele teve um relacionamento com uma mulher ciumenta. Ela morava em um bairro distante e os dois se viam apenas nos finais de semana. O primeiro mês foi como todo início de relacionamento. Ela enviava várias mensagens como “Oi anjinho, tô com saudadi S2” e “Oi, meu amor, quê cê tá fazendu?”. Ligava sempre que ele chegava do trabalho e ficavam horas no telefone. Mas depois veio o estranhamento.

Cheia de desconfiança, ela perguntava onde ele estava quando não a atendia. Um dia, saiu do trabalho para ir ao banco, não podia atender o celular. Assim que religou o aparelho, recebeu uma mensagem: “Vc não atendeu o celular e não está no trabalho. Onde vc tá?! >:( ”. Não dava mais, precisava terminar aquele namoro. Ela não aceitou muito bem, perguntou o que tinha feito de errado. Quando ele disse que ela o deixava sufocado, o choro transformou-se em raiva e, nesse acesso, a faca muito próxima foi o instrumento com o qual ela cortou-lhe o membro viril. O médico disse que daria para recuperar, não fossem as mordidas do cachorro.

Depois de ler o jornal, ele juntou todas suas economias e viajou para a China, buscando o tratamento inovador que prometia recuperar o membro perdido. Ficou por lá alguns dias e precisaria retornar dali a quatro meses, para realizar o transplante.

Ao chegar em casa, o espanto da mãe foi enorme: “Filho! Para que essa cueca na cabeça?!”. Ele sorriu e explicou. Claro que incomodava. Da primeira vez que viu uma mulher atraente na rua ficou feliz e constrangido, não imaginava que o implante já teria reações. Daquele, dia até o fim dos quatro meses, passou a usar cartola.

 

 

Marcelo

 

 

Que sexta de vocês seja cheia de bom humor como essa crônica! Espero que tenham gostado e até mais!

 

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Por: Lóren Santos | 14/08/2015 | Cultura,Uncategorized

O ônibus errado

#CrônicadeSexta

Toda sexta aqui no blog além da programação normal teremos um espaço para cultura. Não é só de futilidades uteis que vivemos não é mesmo? Então, toda sexta o novo colaborador do blog Marcelo Dias (que tenho orgulho de falar que é meu Marido) irá publicar crônicas. Pra quem ama crônicas assim como eu ou gosta de uma leitura tranquila pra descansar a cabeça dos problemas do dia a dia esse será o espaço perfeito pra você.

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Apresento a primeira crônica do Blog Lóren Santos

O ônibus errado

A estação de ônibus era grande e ele teria que passar por todas as plataformas antes de chegar a seu ponto. “Por que sempre tem que ser a última?”. O cansaço do final do dia era grande, tão grande quanto a vontade de chegar em casa, tomar um banho, dar um abraço na esposa e descansar. Apressou o passo, àquela hora, não eram muitos os passageiros que seguiriam na mesma viagem e, assim, a parada na estação era breve. Viu o ônibus se aproximar da plataforma, correu e conseguiu chegar a tempo. Sentou com a cabeça girando, culpa do sedentarismo, alguns poucos metros e ele já estava esbaforido.

A viagem durava em torno de uma hora, então, tirou da mochila um livro que começara a ler naquela manhã, encontrou o ponto da página no qual havia parado. O ônibus parou na estação seguinte e roubou sua concentração por alguns segundos, poucos passageiros entraram, nenhum sentou-se a seu lado e a viagem prosseguiu. Concentrado, não percebeu as paradas seguintes. Olhou pela janela, onde estavam? Não reconhecia aquele lugar! Lembrou-se da correria na estação… tinha pegado o ônibus errado… que idiotice! E agora? Olhava desesperado para a paisagem escura, nenhum prédio, outdoor ou propaganda política conhecida. Não poderia descer antes de identificar, pelo menos, onde tinha parado… a paisagem começava a mudar gradualmente, postes davam lugar a árvores e a iluminação tornava-se cada vez mais precária… prédios e casas apareciam cada vez mais espaçados e iam reduzindo de tamanho… que lugar era aquele? De repente, um solavanco do ônibus o fez perceber que trafegavam agora por uma estrada de terra… lá fora, teve a nítida impressão de ter avistado um animal grande, talvez um cavalo ou uma vaca… as árvores eram cada vez maiores… agarrou-se à mochila, como para buscar alguma segurança… a única luz vinha do próprio ônibus, que, cada vez mais, destoava da paisagem selvagem que o cercava… olhou em volta, não havia mais nenhum passageiro… os bancos de madeira da carruagem estavam vazios… teria de perguntar ao cocheiro. O lado racional de sua mente deu-lhe um beliscão! Mas ainda estava atordoado… como pôde parar naquele lugar? Um artista entrou no ônibus, pegou uma flauta e começou a tocar para um furão vestido com roupas de passista, que aproximou-se dele e disse: “Mano, tem um trocado?”.

Assustado, abriu os olhos e percebeu o mundo conhecido a seu redor! Conhecia aquele muro, aquele poste, a passarela, o mercado! Fechou o livro, guardou-o na mochila e deu o sinal. Desceu alegre, apesar dos quilômetros que ainda o separavam de sua casa, pois havia desembarcado bem antes de seu ponto habitual. Não estava preocupado, queria apreciar cada lugar conhecido no caminho. Chegou em casa, a esposa perguntou sobre o atraso e ele respondeu sorrindo: “peguei o ônibus errado”.

 Marcelo
 Espero muito que vocês tenham gostado do novo espaço do blog. Até mais!

 

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Por: Lóren Santos | 07/08/2015 | Cultura

70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e pré-estreia do filme “A Estrada 47”

Oi lindezas!!

Ontem no Boulevard Shopping BH foi aberto ao público a exposição que homenageia os 70 anos do fim da 2° Guerra Mundial. A exposição apresenta um dos maiores acervos do país e conta um pouco da história de 25 mil brasileiros que lutaram contra o Nazismo e o Fascismo em 1944. A exposição é gratuita e ficará até o dia 24 de maio nos corredores do Boulevard Shopping. O visitantes poderão ver fotos, armas, uniforme, objetos de uso pessoal dos soldados e 10 carros militares usados pelos brasileiros.

O Boulevard Shopping BH também foi palco da Pré- estreia exclusiva do filme ” A Estrada 47″. Filme que foi o vencendor do kiKito de Ouro de melhor longa metragem de 2014 e que narra a história de quatro pracinhas brasileiros na guerra.

Durante a coletiva de lançamento da exposição e do filme pude ouvi um pouco da história de pracinhas e suas experiências vividas durante a guerra. Histórias que emocionaram a todos. Também estava presente na coletiva o presidente do Museu da FEB (Força Expedicionária Brasileira)

Pracinhas

Cabo Braz (pracinha), General Araújo, Marcos Renault Coelho (Presidente da FEB) e Cabo Moreira (pracinha).

Em seguida, foi a coletiva do Filme “A Estrada 47” com o diretor, produtores e atores do filme.

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A produtora Isabel Martinez, o diretor do filme Vicente Ferraz, e os atores Francisco Gaspar (Soldado Piauí), Daniel Oliveira (Guima, personagem principal, engenheiro do esquadrão de caça minas), e Togun Teixeira (Sargento Laurindo).

Os atores contaram como foi a preparação para o filme e sobre a importância da valorização da história dos brasileiros na guerra. “A Estrada 47” é uma coprodução entre Brasil, Itália e Portugal e  mostra as dificuldades que os brasileiros enfrentaram durante a guerra. Jovens humildes e despreparados que aprenderam a combater o inimigo enfrentando o inverno mais rigoroso da história até hoje.

Após a coletiva visitamos a exposição, tiramos foto com a produção do filme e em seguida assistimos o longa.

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Fotos da exposição (Créditos: Gabi Teixeira do Blog Sistemáticas)

Coletiva

Com Francisco Gaspar, Vicente Ferraz, Thogun Teixeira, Daniel de Oliveira e a blogueira Gabi Teixeira.

Cartaz

O filme estreia hoje (07/05) no Boulevard Shopping BH. É uma oportunidade de prestigiar o cinema nacional e conhecer mais da nossa história.

Agradeço a  Érika, da Doizum Comunicação pelo convite. Foi a primeira vez que participei de uma coletiva de imprensa. Uma experiência incrível.

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Por: Lóren Santos | 07/05/2015 | Cultura